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Bastidores do time mais importante do futebol mundial

Perfil Martín Fernandez é repórter de Esporte, cobre a seleção desde a Copa de 2010

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Neymar, Zico e cobranças de falta

Por Martín Fernandez
05/10/13 14:37

Toda vez que a seleção brasileira consegue uma falta perto da área rival, acontecem duas coisas:

1) Neymar pega a bola e se prepara pra bater, mesmo que a cobrança depois seja executada por outro jogador, como Hulk, por exemplo;

2) Meu amigo Márvio dos Anjos (grande @marvio) comenta algo assim no Twitter: bater falta não é a do Neymar.

De fato o astro do Barcelona nunca foi um exímio cobrador. Mas será. Neymar já fez dois gols de falta pelo Brasil. O primeiro contra a Bielorússia na Olimpíada de 2012, em Manchester. O segundo contra a Itália na Copa das Confederações, em Salvador. E vai fazer muitos mais.



Minha certeza está baseada num motivo bem simples: Neymar treina. Eu já havia notado em outras ocasiões, mas ficou muito claro há um mes, em Brasília, durante os ensaios para o amistoso contra a Austrália.

É uma pena que eu seja péssimo cinegrafista. Como os vídeos que tentei fazer ficaram ruins, conto o que vi. Ao fim do último treino antes do jogo, Neymar ficou no campo, sozinho, enquanto os outros já faziam alongamentos e se encaminhavam para o vestiário.

Primeiro o atacante enfileirou umas dezenas de bolas perto da meia lua. Depois, pegou um desses coletes usados nos treinos e o pendurou no travessão, perto do poste que ficaria à esquerda do goleiro _se houvesse um. Era o método que Zico usava quando treinava.

E lá foi Neymar, chutar 10, 20, 30, perdi a conta de quantas bolas chutou. Não o vi acertar o colete nenhuma vez, mas os disparos nunca passavam longe. Sem goleiro, sem barreira, sem ninguém por perto, só um trabalhador se aperfeiçoando em seu ofício.

* Este repórter está em férias durante o mês de outubro, motivo pelo qual as postagens rarearam.

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Comentários

  1. AA comentou em 05/10/13 at 4:33 pm

    É, ele treina, ñ só falta, treina dar bicicleta tb… só q ñ consegue, por mais q tenha treinado dar bicicleta Neymar ñ consegue, ñ é a dele, quem jogou bola e ñ é grosso sabe q craques natos ñ precisam treinar nada, já sabem por talento nato, Neymar precisa treinar muuuuito, pq ñ tem talento nato, foi fabricado pela midia ao peso de milhões de reais e muita cara de pau.. As habilidades de Neymar são a rapidez na corrida penetrando rumo ao gol qdo a defesa é ruim e o deixa fazer isso, ele tb tem uma certa habilidade no passe em profundidade, e tb tem uma boa dose de sorte pq é abusado, a sorte gosta dos abusados. Todos os fds no Brasil gools espetaculares são marcados, deles, Neymar ñ conseguiria fazer nenhum, os gools “espetaculares” de Neymar são sempre iguais – desabalada corrida em direção ao gool em defesas com medo de tocar nele pra ñ levar cartão.

    • Martín Fernandez comentou em 06/10/13 at 8:21 pm

      Oi. A mídia espanhola também está colaborando para a fabricação de Neymar… Veja o que disse o El País sobre sua atuação no fim de semana: http://deportes.elpais.com/deportes/2013/10/05/actualidad/1380966420_330071.html
      Abs

  2. jose m. ribeiro comentou em 05/10/13 at 5:33 pm

    não deve cobrar faltas, pipoqueiro e mascarado

    • Martín Fernandez comentou em 06/10/13 at 8:18 pm

      Oi Jose. Você realmente acha isso? Abs

  3. Gustavo Koch comentou em 05/10/13 at 11:51 pm

    O tema opera como isca perfeita para voltar a um tema anterior: nos sistemas modernos de hiper-marcação, teria se tornado a falta tão importante que saem em vantagem os times com batedores eméritos? Dois caminhos possíveis. Não: como registro de uma desaceleração radical (a “bola parada”), a falta seria o que ainda resta do chamado futebol tradicional, ela continua tão importante como sempre. Tudo o que é movimento passa a ser reformulado para incluir ainda mais aceleração, mas bola parada não poderia, por definição, ganhar ainda mais inércia. Sim: o futebol especializou-se em explorar cada vez mais a zona de indefinição própria deste tipo de jogada; cruzar ou desferir um arremate direto passa a ser menos uma preocupação do atacante do que uma dúvida do defensor a ser levada em conta, menos um lance casual do jogo do que uma estratégia longamente ensaiada. O Atlético foi um exemplo nesta Libertadores: quando mexicanos, argentinos e paraguaios aprenderam a cortar as linhas fluídas de abastecimento, o jeito foi lançar com precisão milimétrica para a zona do agrião toda vez que o jogo era interrompido.
    Pensando em batedores eméritos, não é possível esquecer Ronaldinho. Eu não tinha me dado conta de uma coisa: é quase um consenso generalizado que a vitória da seleção na Copa das Confederações pode representar uma séria ameaça para o objetivo maior do craque, vestir novamente a camisa amarela que Dunga lhe negou em 2010. Sem ele, o time do Felipão ganhou do último campeão do mundo e, incluindo este jogo, dos dois finalistas do último torneio europeu de seleções. Mas chamar assim a atenção do mundo de volta para o Brasil, com o recente desempenho favorável à contracorrente, é também colocar, como um efeito bola de neve, os times brasileiros indiretamente em destaque, em especial o campeão da América. Como não há eliminatórias ou amistosos relevantes, a curiosidade com o país é toda ela voltada agora para os clubes europeus onde jogam brasileiros e para clubes brasileiros onde jogam os ainda considerados “europeus”. Quem são estes? Aqueles que ainda podem voltar para grandes clubes implicados na disputa da Champions League. Mais precisamente, apenas três jogadores, todos eles exímios cobradores: Seedorf, Forlan e Ronaldinho. Se o Galo levar de vencida o Bayern (alguém duvida da recuperação do craque até lá?), o mundo inteiro perguntará se o notável êxito precoce de Neymar no Barcelona não poderia combinar com a reafirmação tardia da excelência de Ronaldinho. Agirá Felipão no espírito do grupo fechado de Dunga (pensando que o melhor para a Copa é fiar-se tão somente no retrospecto) ou levará um fora-de-série como coringa para o banco? Façam suas apostas. Felipão conhece melhor do que ninguém a ciclotimia deste jogador genial, resta saber que imagem ele conserva: de um jogador apagado tocando bola na lateral ou de uma NBA-assistência para Rivaldo na final antecipada contra a Inglaterra em 2002, acrescida de um toque de gênio sobre o incrédulo Seaman. Creio que será uma decisão conjunta de Felipão e Parreira, com um foi campeão, com outro ficou devendo. O que talvez facilite a decisão é já ter um time titular em mente; a escolha de Ronaldinho, se for o caso, não cumpre o mais papel de ajeitar o time, e sim de mudar o curso de um cenário adverso. Com um gol de falta, por exemplo.

  4. murilo comentou em 06/10/13 at 7:35 am

    Neymar é muito melhor do que foi Zico,aos 21 anos o flamenguista nem titular de seu time ainda era.

    • Martín Fernandez comentou em 06/10/13 at 8:17 pm

      Oi Murilo, salvo engano, Zico estreou aos 18 no time de cima do Flamengo. virou titular e ganhou a camisa 10 aos 21, em 74. Abs

      • murilo comentou em 07/10/13 at 7:52 am

        Oi,Zico ,só se firmou definitivamente como titular do mengo,a partir dos 21 anos,enquanto nesta idade Neymar até campeão da Libertadores já tinha sido,acho também que Neymar tem mais predicados,mais habilidoso,mais rápido,etc.,apenas,menos midiático,abraços
        .

  5. Nino comentou em 06/10/13 at 1:46 pm

    Certa vez depois de um gol de falta pelo Santos contra o Palmeiras no Brasileiro, perguntaram a ele: ”Foi gol de Zico, gol de Pelé, gol de que Neymar?” ele respondeu sabiamente: ”Foi gol de treino.”

    Espero que continue treinando.

    • Martín Fernandez comentou em 06/10/13 at 8:17 pm

      É isso, Nino. Neymar é muito esperto ao falar também. Volte sempre, abs.

  6. Allisson comentou em 06/10/13 at 9:52 pm

    Martín!
    Tenho acompanhado seu blog. Parabéns pelos bons textos!!

    Abraço

  7. VissottoJr comentou em 08/10/13 at 8:37 am

    Fico abismado com os comentários desmerecendo o Neymar. Ele prova jogo a jogo o talento que é e ainda assim, tem gente recalcada que insiste em dizer que ele é produto de marketing. Ronaldo Fenômeno também o seria? A Europa está se rendendo ao talento do rapaz e ainda tem quem diga que ele não é tudo isso. Como corinthiano, cansei de vê-lo comer a bola contra meu time e nem por isso deixei de admirá-lo, pelo contrário. Hoje acompanho atentamente aos jogos dele no Barcelona. Sinto que ele e Messi tem tudo para deixar uma marca na história que deveríamos agradecer de poder acompanhar, mas ainda assim tem aqueles…

    • Martín Fernandez comentou em 10/10/13 at 11:18 am

      Inteiramente de acordo, Vissotto. Obrigado pela visita. Abs

  8. amancio comentou em 09/10/13 at 2:56 pm

    Vissotto Jr, faço das suas as minhas palavras, concordo em gênero, número e grau. os que fingem não reconhecer o talento do 3o. maior jogador do mundo, só pode ser por inveja, de mal com a vida e não saber aproveitar os bons momentos proporcionados por um fora de série.

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